Djalma não entende de Política é uma banda cheia de tocador que canta e cantador que toca. Uma banda que compõe as próprias canções em estilo musical bem definido: hard sambas progressivos pós-wagnerianos. E toca os covers mais obscuros possíveis na esperança de que o público não conheça e ache que são músicas próprias. Talvez por isso, tenha uma média de ensaios por show inversamente proporcional ao superávit primário da Lituânia. Uma banda que vê um Sol sustenido onde outras bandas veem um Lá bemol. Djalma não entende de política, mas tem princípios: jamais participará de rodeios, eventos da Fifa ou do Pastor Silas Malafaia. Uma banda que abarca as mais diversas tendências e divergências dos movimentos estabelecidos em uma gama ideológica que perpassa a auto-sabotagem, Carlos Marighella, Panaméricas de Áfricas utópicas, ou não. Uma banda que é até jeitosinha, mas não tem a menor noção de viabilidade mercadológica. O que logo se vê pelo nome: Djalma não entende de Política.

– De quê?
– Djalma.

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Fotografia: Daniel Iglesias

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